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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

DUVIDAS SINCERAS, CONFIANÇA ABSOLUTA - HABACUQUE 1.1-17


Assistindo ou lendo um jornal você encontraria diferença entre ele e capítulo 1 do livro do profeta Habacuque?

Nosso sentimento diante das situações que temos vistos são muito diferentes do sentimento de Habacuque?

Temos questionado a Deus sobre o que ele tem feito, permitindo tanto mal na sociedade ou temos descansado sobre convicções idiotas?

Habacuque é sincero e franco com Deus, podemos aprender com ele sobre como lidar com o mal sem descrê da bondade de Deus.


1. HABACUQUE E SE TEMPO (1.1)

1. Sentença revelada ao profeta Habacuque.

Sentença aqui é a tradução para peso, o que mostra que Deus havia determinado algo muito pesado, doloroso, e o profeta recebera essa revelação.

Muito provavelmente Habacuque, começou seu ministério como profeta reformista durante o reinado de Josias, rei que promoveu uma reforma religiosa superficial em Judá, destruindo os ídolos e trazendo a lei de volta para o povo (2Reis capítulos 22, 23), por isso pode-se dizer que nesse tempo o profeta estava numa situação confortável, com acesso à corte e vendo o povo voltar-se para o Senhor. Com a morte de Josias seu filho,  Jeoaquim, o novo rei, bem como o povo retornam à idolatria. Juntamente com a situação espiritual vem o declínio social.

O livro de Habacuque data, provavelmente, de meados de 607aC, no reinado de Jeoaquim, filho do Rei Josias. o próprio livro mostra que ele foi escrito pouco antes dos Caldeus derrotarem o reino de Judá, o que se deu em 597aC, portanto esse profeta foi conterrâneo de Jeremias, Naum e Sofonias, por isso seus escritos têm alguma semelhança

O contexto histórico em que o profeta Habacuque estava inserido, descrito no capítulo 1 de seu livro, era extremamente difícil: Nacionalmente ele via a sociedade em que vivia se esfacelar (1.1-4); internacionalmente uma nova superpotência militar se levantando e dominando todos as nações que encontrava (1.6-9). O resultado disso no coração de Habacuque era uma perplexidade total, porque o profeta amava ao Senhor, cria que Ele é um Deus santo e justo, portanto não entendia como tanta desgraça pudesse acontecer.

O nome Habacuque significa abraço ou luta, isso mostra que, como Jacó ele lutou com Deus, ele se agarrou com toda sua força e fé ao Senhor mesmo em tempos tão difíceis. Seu livro guarda alguma semelhança com o de Jó, já que ambos lutaram com o Deus levantando questões diante do Senhor pelo que estavam vivendo, Jó pela sua situação em particular, Habacuque pela situação do seu povo.

 

2. PRIMEIRO DRAMA DE HABACUQUE: DEUS ESTÁ CALADO (2.-4)

Habacuque vai do clamor ao grito, ele está estupefato, caminhando para o desespero. Ele tinha visto o povo voltando-se para Deus e tendo melhora social durante os tempos de Josias, agora, o novo rei e o povo abandonam ao Senhor e a sociedade mergulha na lama do pecado e o caos social vem junto.

O quadro pintado por Habacuque é dramático, ele via violência (v1...Gritar-te-ei: Violência!), sendo que o termo violência, aqui, não é somente física, mas todo tido de agressão, opressão e injustiça social.

A violência estava em todas as esferas da sociedade. Sofonias, contemporâneo de Habacuque, mostra isso.

Sofonias 3.3,4

3Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela, os seus juízes são lobos do cair da noite, que não deixam os ossos para serem roídos no dia seguinte. 4Os seus profetas são levianos, homens pérfidos; os seus sacerdotes profanam o santuário e violam a lei.

A violência estava no governo (Sofonias 3.3a Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela)

A violência estava no judiciário (Sofonias 3.3b os seus juízes são lobos do cair da noite, que não deixam os ossos para serem roídos no dia seguinte)

A violência estava no templo (Sofonias 3.4 Os seus profetas são levianos, homens pérfidos; os seus sacerdotes profanam o santuário e violam a lei.)

A violência estava nas esferas sociais (Habacuque 1.4... porque o perverso cerca o justo...)

Como resultado disso, diante de toda a perseguição dos poderosos, quando o pobre apelava para a justiça, ela lhe era negada, as sentenças era vendidas aos ricos (Habacuque 1. 4. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida.)

Habacuque estar perplexo porque ele vê a violência (v3), e não vê ação do Senhor. Ele crer que Deus é bom e justo, por isso não entende por que essas coisas estão acontecendo. Para piorar, ele ora a Deus, e o Senhor se mantem calado, enquanto a violência se perpetua.

APLICAÇÃO:

A pergunta de Habacuque é a mesma que fazemos hoje: Como um Deus tão bom pode permitir que tanta coisa ruim aconteça? A aflição de Habacuque é a nossa aflição de hoje: por que eu oro e Deus não me responde?

Talvez muitos crentes se escandalizem com Habacuque pensando: como alguém questiona Deus assim? A atitude desse servo de Deus serve para responder a esses irmãos e a nós também: Observe que em momento algum Habacuque questiona a bondade e o amor de Deus, ele só quer entender o que está acontecendo, é uma dúvida sincera e Deus prefere dúvidas sinceras que convicções idiotas. Então Habacuque, o que abraça lutando, como fez Jacó, vai se abraçar com Deus, vai lutar com o Senhor, pedindo à ele pressa na resolução.

Quando Deus parecer calado, se abrace com ele, ore a Ele, clame à ele, grite por Ele. No tempo certo ele responderá (João 13:7 - Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois.)

3. DEUS RESPONDE, MAS NÃO COMO O PROFETA ESPERAVA (1.5-11)

Após os questionamentos do profeta o Senhor fala dizendo que trará os Caldeus (contra Judá).

Algumas informações sobre o ataque dos Babilônicos sobre Judá.

3.1 Eles eram levantados pelos próprio Deus

5b Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque (eu) realizo, em vossos dias, obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada. ; 6a  Pois eis que suscito os caldeus... O próprio Deus levantou a Babilônia:  (Daniel 2:21 é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.) O que aconteceria era de tal magnitude que todos ficariam admirados... Os motivos para esse espanto e admiração estão na sequência do texto.

3.2 Quanto ao caráter e as conquistas dos babilônicos

 6. Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa. que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas - A Babilônia era cruel e destemida. Conta-se que os babilônicos matavam seus inimigos, mesmo os civis, e eles estavam dispostos a conquistar tudo e a todos.

Os babilônicos eram a maior máquina de guerra desse tempo, nenhuma anterior podia se comparar a eles. Quando Habacuque escreveu sua profecia, por exemplo, os caldeus já tinham derrotado o Egito e estavam a caminho para derrotar a Assíria, nação dominante à época.

3.3 Sua ética de guerra

7. Eles são pavorosos e terríveis, e criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade. Os babilônicos não respeitavam as convenções internacionais de guerra, mas impõe suas leis para todos.

3.4 Sua tática de guerra:

8 Os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, mais ferozes do que os lobos ao anoitecer são os seus cavaleiros que se espalham por toda parte; sim, os seus cavaleiros chegam de longe, voam como águia que se precipita a devorar. – Ele atacavam rapidamente e impiedosamente (leopardo e lobos); Atacavam em grande número, sem dar chance aos adversários  (se espalham por toda parte); Agiam mediante tática (Voam como águias – ou abutres- que primeiro olham o território para encontrar as presas e as devorarem)

3.5 São invencíveis

9. Eles todos vêm para fazer violência; o seu rosto suspira por seguir avante; eles reúnem os cativos como areia.

10. Eles escarnecem dos reis; os príncipes são objeto do seu riso; riem-se de todas as fortalezas, porque, amontoando terra, as tomam.

3.6 Sua culpa

11. Então, passam como passa o vento e seguem; fazem-se culpados estes cujo poder é o seu deus.

 

O profeta esperava que Deus punisse os opressores de Judá e restaurasse a ordem social, mas Deus disse que mandaria disciplina ao povo.

APLICAÇÃO:

Orações não respondidos como desejamos não é algo incomum. As vezes pedimos por cura e a morte vem; pedimos resolução para problemas financeiras e as dívidas crescem; A resposta diferente do que esperávamos, que parecia ser tão obviamente bom, mostra que Deus é soberano e faz tudo como Ele quer, mesmo que muitas vezes isso pareça esquisito e serve para testar a nossa fé: Continuamos amando a Deus quando ele faz diferente do que queríamos ou pensávamos que era melhor?

A resposta de Deus foi uma disciplina sobre a nação de Judá. Deus disciplina a quem ama (Apocalipse 3:19 Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.). Antes da disciplina Deus dá chance para o arrependimento, ele fez isso com Judá mandando, por exemplo, Jeremias, mas o povo rejeitou a palavra de Deus. A disciplina foi a única maneira de trazê-los de volta ao Senhor, 70 anos depois.

Deus usou uma nação ímpia para castigar Judá, isso parece estranho, mas Deus costumeiramente fazia isso, disciplinando Israel dando reis maus ao povo. Dr João Calvino disse: "Quando Deus quer julgar uma nação, Ele lhes dá governantes ímpios.” Quem sabe Deus não está julgando o Brasil, a começar pela sua igreja?

 

4. SEGUNDO DRAMA DE HABACUQUE: DEUS É INJUSTO? (1.12-17)

Deus disse a Habacuque que disciplinaria o povo de Judá através dos caldeus, então o profeta oferece uma tréplica ao Senhor. Ele está lutando com Deus, está querendo entender a ação do Senhor, por isso Habacuque também significa luta.

A tréplica começa com o profeta dizendo da grande fidelidade e do amor de Deus, mostrando que e confia na providência divina:

Depois ele questiona a Deus, perguntando como Ele aceita que os babilônicos, que são maus, sejam usados pelo Senhor, para a execução de sua justiça:

13.b por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?

Como os caldeus estavam agindo? Ou melhor, como Deus estava agindo através deles?

Eles conquistavam os povos como pescadores pegam peixes em suas redes

14. Por que fazes os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?

15. A todos levanta o inimigo com o anzol, pesca-os de arrastão e os ajunta na sua rede varredoura; por isso, ele se alegra e se regozija.

Eles eram idolatravam sua própria força (cf v11)

16. Por isso, oferece sacrifício à sua rede e queima incenso à sua varredoura; porque por elas enriqueceu a sua porção, e tem gordura a sua comida.

17. Acaso, continuará, por isso, esvaziando a sua rede e matando sem piedade os povos?

APLICAÇÃO:

Antes de apresentar sua tréplica a Deus, Habacuque demonstra sua fé no poder; na justiça, no amor e no socorro do Senhor.

12. Não és tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor , para executar juízo, puseste aquele povo; tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina.

13a. Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar;

Aqui reside a diferença entre Habacuque e alguém que abandona sua fé. Habacuque questionava para querer entender, mas nunca duvidava do caráter de Deus. Essa dúvida sincera é bem vinda diante do Senhor. No nosso caso, as vezes ficamos confusos porque haver injustiça e indiferença do Senhor diante de certos acontecimentos (como nos primeiros versículos). Como pensar ou agir nesses momentos sem que nossa fé seja abalada? devemos entrar em uma proteção bíblica de quatro paredes sólidas, lembrando e crendo que:

1. Deus é bom e tudo o que Ele faz é justo;

2. Deus é soberano e faz tudo como Ele quer;

3. Deus é sábio, Ele age da melhor maneira, mesmo que não entendamos;

4. Deus é poderoso, em seu tempo Ele vai resolver tudo, da melhor forma.

Agora só resta confiar (João 13:7 Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois.)

 

CONCLUSÃO 

Concluímos a exposição do capitulo 1 do livro de Habacuque com três aplicações práticas:

1. Habacuque amava a Deus e amava o seu povo, por isso apresenta a situação da sociedade em que vivia ao Senhor. Como servos de Deus devemos ter empatia com o sofrimento do outros, devemos nos levantar como voz profética contra a injustiça social, e devemos ter consciência cidadã em busca de uma sociedade melhor.

2. Deus disciplinou todos, mesmo os mais pobres de Judá, porque eles também estavam entregues à idolatria. Devemos entender que para Deus pobreza não é virtude, Deus trata igualmente os pecados dos pobres e dos ricos, a ambos oferece perdão mediante arrependimento e a ambos disciplina quando são rebeldes.

3. Ainda que muitas vezes não entendamos a vontade de Deus, quando se apresenta muito estranha ao nosso juízo humano; ainda que Deus pareça calado ou responda nossas orações diferente do que queríamos, fiquemos firmes. Somos simples humanos, limitados. Ele é Deus, ele sabe o que está fazendo.

Descansemos em seu amor, graça e soberania.

 


domingo, 17 de abril de 2022

JESUS ESTÁ VIVO




Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou Lucas 24.5,6

Ainda era de madrugada, de acordo com os quatro evangelistas, quando as mulheres foram ao túmulo de Jesus, o coração delas estava tomado de profunda tristeza, aquele que salvaria a Israel, segundo entendiam, estava morto, a esperança fora interrompida, restava a boa recordação, a saudade e o carinho no coração delas, então foram ungir o corpo do Senhor (Marcos 16. 1).

Ao chegarem no túmulo, uma surpresa: A pedra estava retirada, o corpo do Senhor não estava mais lá. Ainda aterradas, ouviram do anjo que alí estava: Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele falou para vocês, estando ainda na Galileia: Lucas 24:5,6. A tristeza e o temor foram embora e elas, cheias de alegria, foram contar aos discípulos.

A ressurreição de Jesus cumpriu muitas profecias do antigo testamento, como a do Salmo 16. 10 e cumpriu, também, o que o próprio Jesus tinha predito (Mateus 20. 19, 19). Não deveria haver surpresa para às mulheres e para os discípulos, contudo, isso acontecia porque, de acordo eles ainda não haviam entendido a profecia a respeito da ressurreição de Jesus (João 20. 9) e estavam sob forte impacto da morte do Senhor.

A ressureição fechou um maravilhoso ciclo descrito em 1Corintio 15. 3, 4:

1. Na sua morte Jesus venceu o pecado, o diabo e consumou o eterno plano da salvação (Colosenses 2. 14, 15)

2. No túmulo nossos pecados foram sepultados juntamente com ele.

3. Quando ressuscitou, Jesus vence o último inimigo, a morte. (1Corintios 15. 20).

A ressurreição de Jesus tem implicações maravilhosas para nós pessoalmente e como igreja.

1. Nós não cremos nem adoramos a um morto, mas a um que está vivo.

2. A morte, cruel inimiga dos homens, foi vencida por Jesus, não mais que teme-la.

3. Por causa da ressurreição de Jesus, o  que morrerem nEle também ressuscitarão para nunca mais morrerem.(1Corintios 15. 52)

ALELUIA, JESUS ESTÁ VIVO!

ALELUIA, ELE VAI RESSUCITAR AOS SEUS NO DIA DA SUA VINDA.

Cantemos com alegria nesse dia, e como as mulheres, vamos sair alegres, anunciado a todos que Ele ressuscitou.

Que o ressurreto no abençoe, em seu nome!

Pr Rovanildo Vieira


sábado, 16 de abril de 2022

JESUS ESTÁ MORTO

Então, desceu-o, envolveu-o num lençol de linho e o colocou num sepulcro cavado na rocha, no qual ninguém ainda fora colocado. Lucas 23:53

A sepultura era negada aos criminosos, Cristo morreu como tal, de acordo com o tribunal Romano, Mas após a sua morte, Cristo foi sepultado, cumprindo a profecia de Isaias 53. 9.

O sepultamento foi o último estágio do estado de humilhação de Jesus muito bem resumido por Paulo em Filipenses 2. 5-8. Embora o texto de Filipenses não cite a sepultura, sabemos que ela faz parte da humilhação porque voltar ao pó da terra é descrito nas escrituras parte da punição do pecado (Genesis 3. 19), portanto, a sepultura fez parte do ministério e obra vicária do Senhor. Na sepultura Cristo permanecia, em corpo, sob o juízo do Pai, recebendo a ira de Deus. Se Jesus morreu por nós, ele também foi sepultado por nós.

Onde estava o espirito de Jesus enquanto seu corpo estava sepultado? A resposta foi dada pelo próprio Jesus, antes de falecer ele disse ao ladrão arrependido: Hoje mesmo você estará comigo NO PARAISO (Lucas 23. 43), e ao Pai Ele disse no seu último brado: Pai, NAS TUAS MÃOS entrego o meu espírito (Lucas 23:46). Podemos dizer, seguramente, após a morte o espírito de Jesus foi para o Pai, em estado intermediário, enquanto aguardava a ressurreição.

Mas, e quanto aos textos que dão a entender que Jesus foi ao inferno? Muitas pessoas se utilizando os textos de Efésios 4. 9 e 1Pedro 3. 18 -20, para dizer que ao morrer Jesus foi ao inferno ou para pregar evangelisticamente, aos espíritos dos mortos, ou para pregar apenas para os espíritos dos salvos e leva-los ao céu, ou para proclamar sua vitória, também no inferno. Essa interpretação contraria, fortemente, as afirmações de Jesus, que estaria com o Pai, depois de sua morte. Então o que essas passagens estão dizendo?

Efesios 4. 9 está dizendo, simplesmente, que Cristo foi sepultado. É esse o sentido de Regiões mais baixas da terra, ou abaixo da terra, do solo onde pisamos.

1Pedro 3. 19 está dizendo que, noutro tempo, através de Noé, o Espírito de Cristo, pregou para esses que agora estão em prisão. Isso fazia parte do seu ministério no velho testamento, conforme Pedro mesmo disse nessa primeira carta (1Pedro 1. 10, 11).

Nós não devemos nos entristecer pelo sepultamento de Jesus, como se isso fosse derrota para Ele e para nós, bem como vitória para o Diabo, de forma alguma, a sepultura era necessária para o cumprimento cabal das escrituras, ela fazia parte da obra salvadora de Jesus. Ora, se na cruz nossos pecados foram dados à Jesus, no túmulo eles foram sepultados juntos com o Senhor, além disso,  o túmulo diz que Jesus foi sepultado em nosso lugar, para que, ressuscitando, vencesse o túmulo e nos desse a certeza da ressurreição após a morte (Colossenses 2.12; Romanos 6. 4).

ALELUIA! Nossos pecados foram sepultados juntos com Jesus, eles também morreram, Jesus os matou e hoje somos livres pela graça de Deus!

ALELUIA! Jesus foi sepultado por nós, Ele provou dessa humilhação por nós, e nos diz que ela na será definitiva para nós, como foi para ele, um dia todos os que agora estão mortos do Senhor, ressurgirão, como ele o fez, vencendo a sepultura.

Que aquele que foi sepultado, mas ressuscitou, nos abençoe, em seu nome!

 

 

terça-feira, 21 de março de 2017

terça-feira, 19 de abril de 2011

A PÁSCOA

Origem e significado do termo
A Páscoa (do hebraico פסח -Pessach, significando passagem, e do grego pasca - Πάσχα). Teve origem no Egito quando antes da execução da décima e última praga de Javé contra os egípcios, Ele ordenou aos filhos de Israel, seu povo, que matassem um cordeiro e aplicasse o sangue desse nas ombreiras e nas vergas das portas, para que o anjo vingador passasse sobre a casa que tivesse o sinal do sangue e não matasse o filho primogênito daquela casa. Chegada à noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas e, a meia noite, veio o vingador e ceifou os primogênitos do Egito. Depois desse evento os israelitas foram instados a deixar, rapidamente a terra de sua servidão. A partir de então, isso se tornaria uma festa a ser repetida anualmente - A Festa da Páscoa (Êxodo 12). 

A celebração Judaica

 Atualmente o ritual da páscoa judaica difere daquela dos tempos bíblicos, embora o sentido continue. Essa diferença ocorre porque hoje os judeus não têm mais o tabernáculo ou templo, onde a festa era celebrada, lá cordeiros eram mortos, parte deles queimada e outra comida junto com ervas amargas e pão sem fermento (Nm 28: 16, 17); o sacrifício era feito ao som do Hallel completo (Salmos 113 - 118) cantado e acompanhado de instrumentos musicais. Na Wikipédia, enciclopédia livre virtual, a celebração da páscoa judaica atual é descrita assim:


“A festa de Pessach é antes de tudo uma festa familiar, onde nas primeiras duas noites (somente na primeira em Israel) é realizado um jantar especial chamado de Sêder de Pessach. Desta refeição somente devem participar judeus e gentios convertidos ao judaísmo. Neste sêder a história do Êxodo do Egito é narrada, e se faz as leituras das bençãos, das histórias da Hagadá, de parábolas e canções judaicas. Durante a refeição, come-se pão ázimo e ervas amargas, e utiliza-se roupa de sair para lembrar-se do "sair apressado da terra do Egito”.






A instituição da páscoa cristã

Jesus pediu a seus discípulos que lhe preparassem a Seder Pessach, e a comeu com eles na noite da páscoa (Lc 22: 7 - 21), ou seja, na noite que antecedia o dia da páscoa, quando acontecia a festa propriamente dita (Jo 13: 1); para os judeus a dia começa num por do sol e termina no seguinte, esse evento ficou conhecido como a última ceia e nós sempre a citamos quando vamos celebrar a Santa Ceia do Senhor, o que já nos diz que, para nós cristãos, a ceia é a nossa celebração pascal. A crucificação de Jesus deve ter acontecido por volta das nove horas (9h) da sexta-feira e sua morte, aconteceu perto da hora nona, ou seja, quinze horas (15h), como nos informa Mateus (Mt 27: 46).


Paganismo associado à páscoa

Estranhamente vemos nas celebrações judaica e cristã da ceia elementos estranhos a aqueles instituídos pelo SENHOR no deserto, para ser relembrado pelos israelitas e, também, daqueles que nosso Senhor Jesus Cristo ordenou que fosse usado na ceia do Senhor. Esses elementos estranhos são o coelho e o ovo, sendo que o coelho aparece apenas entre os cristãos, ao passo que, o ovo entre as celebrações de ambas as religiões.

Os judeus dizem que o ovo representa o sacrifício de Chaguigá. E que seria, um outro sacrifício apresentado e comido antes do sacrifício pascal propriamente dito, que só acontecia no final; dizem que simboliza também o luto pela impossibilidade de culto no templo santo; e ainda, refere-se ao ciclo de mudança, dessa maneira expressando a esperança de que o Templo será reconstruído em breve.

Entre os cristãos, geralmente se justifica a presença do coelho e do ovo de páscoa devido à notória capacidade de reprodução desse animal, que se tornou símbolo da fertilidade. Já o ovo, representa o surgimento da vida e a origem do mundo. Daí sua relação com a ressurreição de Cristo e a Páscoa.

As justificativas apresentadas acima parecem ser mais desculpas do que explicações plausíveis para a inserção de símbolos pagãos na páscoa. Haja visto que, os dois elementos usados eram comuns entre antigos cultos; alguns deles, no império romano principalmente, foram contemporâneos dos cristãos e dos judeus e, estes foram influenciados.

O site ceticismo.net, no artigo A verdadeira História da Páscoa (http://ceticismo.net/religiao/a-verdadeira-historia-da-pascoa/), mostra o uso do ovo e do coelho em vários cultos espalhados pelo mundo e tempo:

O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.

Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.

Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “Sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao Céu e a Terra – simbolicamente é possível ver o Céu como a parte leve do ovo, a clara, e a Terra como outra mais densa, a gema.

O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a Terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).

Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do Universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.

Na tradição cristã, o ovo aparece como uma renovação periódica da natureza. Trata-se do mito da criação cíclica. Em muitos países europeus, ainda hoje há a crença de que comer ovos no Domingo de Páscoa traz saúde e sorte durante todo o resto do ano. E mais: um ovo posto na sexta-feira santa afasta as doenças.

... No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. Em união com o mito dos Ovos de Páscoa, o Coelho da Páscoa representa a renovação de uma vida que trará boas novas e novos e melhores dias, segundo as tradições.

Esses símbolos se encontram na antiga mitologia anglo-saxã que celebra a Eostre (ou Ostera) deusa da fertilidade; representada por uma figura de mulher, jovem, segurando um ovo e olhando um coelho. Este mito encontra correspondência em vários cultos mitológicos antigos, como o nórdico, o germânico, o grego, o fenício e o babilônico. A correspondência é percebida pela similaridade da representação do mito a da festividade referente à ele, a saber os festivais da primavera, onde se celebrava a renovação da vida com a chegada da nova estação.

Há quem afirme que os missionários cristãos que chegaram a Inglaterra no século II dC usaram a festa de Eostre como uma ferramenta ilustrativa da morte e ressurreição de Jesus, para converter aquele povo e, que após essa conversão, mudaram a data de celebração para a mesma da morte de Jesus.


A verdadeira páscoa cristã

A páscoa cristã não é celebrada apenas uma vez por ano, mas sempre que a ceia do Senhor acontece. Contudo, é importante usar essa festa anual como forma de lembrar a data da morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo.
A verdadeira forma da páscoa cristã e os elementos legítimos dessa celebração são aqueles instituídos por Jesus, o pão e o vinho, representando seu corpo e sangue; isto é, uma lembrança e pregação simbólica do sacrifício de Cristo, como bem mostrou o apóstolo Paulo em 1Coríntios 11: 23 - 26

23 -Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24-E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. 25-Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. 26-Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

O texto bíblico supracitado nos informa que:

a)     O Pão representa o corpo de Jesus: O cordeiro santo de Deus (E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus. João 1:36), que recebeu sobre seu corpo os pecados, portanto, a condenação dos salvos (Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. 1 Pedro 2:24 - Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:5)

b)    O vinho representa o sangue de Jesus: Que limpa o pecador dos seus pecados e conseqüentemente da ira santa de Deus (...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. 1 João 1:7 - Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Romanos 5:9)

Essa páscoa cristã tem o significado prático daquilo que a páscoa do antigo testamento tipificava. O cordeiro no antigo testamento é o tipo de Jesus Cristo, seu sangue, tipo do seu sacrifício. Ora no Egito, por ocasião da décima praga, o sangue livrou da morte quem estivesse na sua casa, e deu a liberdade a quem estava sob sua proteção. Hoje Jesus livra da ira de Deus e dá libertação àqueles que recebem o lavar, a marca, a proteção do seu sangue.

Pr Rovanildo V. Soares

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Culto Cristão

Estudos Bíblicos ministrados pelo Pr Rovanildo na IEC - BV
Obs. Os estudos têm todos a mesma introdução.



O CULTO CRISTÃO - A ESSÊNCIA

Se quizer baixar esses slides, clique aqui: http://www.slideshare.net/rovanildo/o-culto-cristo-a-essncia-7627046


O CULTO CRISTÃO - A FORMA
Se quizer baixar esses slides, clique aqui: http://www.slideshare.net/rovanildo/o-culto-cristo-a-forma



O CULTO CRISTÃO PESSOAL
Se quizer baixar esses slides, clique aqui: http://www.slideshare.net/rovanildo/o-culto-cristo-pessoal-7627050

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

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